domingo, 29 de junho de 2008
COMO IDENTIFICAR UM "POBRI".
algumas pessoas me perguntaram, depois de lerem meus textos aqui no Espermatoblog, se eu tenho algum problema com os "pobri".
Gente do céu, Claro que não! Muito pelo contrário.
Acho que os "pobri" dão aquele tempero especial para nossas vidas. E quando falo em "pobri" não estou me refirindo a classe econômica, mas sim a algumas características peculiares de algumas pessoas. Portanto deixo claro: tem "pobri" rico, "pobri" burguês, "pobri" pequeno-burguês e o "pobri" pobre mesmo. Eu também faço coisa de "pobri", ora! (pronto! confessei!).
Porém não posso deixar de citar coisas que vejo por aí que denunciam a conduta "pobri" de algumas pessoas. Por isso este post vai falar sobre como identificar se estamos diante de um "pobri" autêntico. Vamos lá então?
Dobrar as sacolinhas plásticas do BIG para guardar:
Vai ser "pobri" assim lá na PQP! Tudo bem se você guarda as sacolas do BIG para utilizar depois no lixo, mas ficar fazendo origami com elas é phoda!
Colocar BOM BRIL na ponta da antena da TV:
Essa é clássica. Tem camarada que coloca BOM BRIL na antena na esperança de melhorar a imagem da TV e acaba piorando sua imagem de "pobri".
Amassar as sobras de sabonete com as mãos e transformar tudo numa espécie de Frankstein:
Sempre tem um maldito sovina que faz isso. Embora seja uma expressão autentica de um "pobri" tenho que confessar que esteticamente fica interessante (parece um pintura abstracionista).
Amarrar o cachorro com fio elétrico:
Um pouco mais raro de se ver na "capitar", mas no interior do estado é mais comum. Amigo... o preço da coleira para o seu bichano não deve custar muito mais que o metro do fio elétrico. Pobre animal (me refiro ao cachorro não ao dono). Tem gente que tem que tomar choque mesmo!
Lamber a tampa laminada do iogurte:
Confesso! Eu faço isso! É quase irresistível, como se houvesse uma atração magnética entre a língua e a tampinha laminada. Aposto que você já deu aquela linguada na tampinha do iogurte (mas isso não quer dizer que não é uma conduta "pobri"). Mas tenha cuidado! Já vi muito "pobri" cortar a língua fazendo isso.
Descascar bergamota dentro do Bus:
Ah vai se catar pô! "pobri" não tem jeito mesmo... imaginem a cena:
Bus lotado, pessoal voltando do trabalho suado, garoto gritando no seu ouvido: BAAAAALA DE GOOOMÁÁ! e de repente aquela véia lá do fundo saca uma bergamota da bolsa e começa a descascar ali mesmo. Imagina o cheiro de axila suada misturado com o cheiro de bergamota: MEU DEUS DO CÈU... prefiro abraçar o Diabo.
Fazer pratinho de docinho em aniversário para levar para algum parente que ficou em casa:
Bom, quem lê este blog já sabe minha opinião sobre isto.
Acho que existem muito mais manifestações de pobreza espalhadas pelo mundo. Estas são algumas que vejo por aí e que me chocam.
Se você conhece mais alguma comenta aí no blog. prometo escrever um livro sobre estas situações cômicas algum dia.
Vou indo lá pessoal, tá na hora do Nescau... aliás, colocar açucar na lata de Nescau quando está pela metade pra render mais, também é coisa de "pobri".
Abração pessoal!
Dian Paiani
domingo, 22 de junho de 2008
EXPERIÊNCIAS BANAIS DESSA VIDA
- Alô?
- a-a-alô se-se-senhor... meu n-n-nome é cri-cristina... eu est-t-t-tou venden-den-do seguro-s-s de vi-vida... o s-s-senhor tem inte-te-teresse???
- Você tá muito insegura pra quem quer vender seguro de vida, não acha?
- O que s-s-senhor?
- Você tá insegura demais! É o seu primeiro dia de trabalho né?
- (risos tímidos) aham...
- Põe mais força nessa voz, minha flor. Se não você não vai vender nenhum seguro de vida, entende?
- Sim s-s-s-enhor... a caixa econo-nomica agrrradece!
- Não agradeça, aproveite o meu conselho!
- Obr-brigadddo B-b-boa ta-tarde.
Desliguei e fui escovar meus dentes.
terça-feira, 17 de junho de 2008
UHHH POBREZA SEM FIM!
Sábado.
15h.
Meu telefone toca.
Atendo:
- Alô?
- Oi... Dian? é a tia Paula! Tudo bom?
- Nossa tia... quanto tempo hein! Comigo ta tudo bem e você?
- Comigo tá tudo bem! Olha... a tia vai falar rápido porque eu to no celular! É que amanhã é aniversário da Débora e a tia vai fazer um “bolinho” e uns “cocrete”. Vem cantar parabéns pra tua prima, vem!
- Claro! Que horas?
- Ahhh... lá pelas quatro!
- Então ta!
- Tchau Dian...A tia não vai falar muito porque eu acho que tá acabando os créditos do celul........ (tuuuuuuuuuu)
Foi mais ou menos assim que começou minha tarde de sábado naquele dia: um convite para um aniversário de criança e a promessa de um domingo hilário regado com muito refrigerante barato e ao som de “xou da Xuxa”, além do embuchante “cocrete” muito bem lembrado pela minha tia.
O aniversário de criança é uma das maiores manifestações de pobreza que um povo pode expressar. É um grande picadeiro onde todos querem aparecer mais que o aniversariante: a coitada da criança, que geralmente nem queria aquele show de pobreza todo!
A pobreza já começa a se manifestar algumas horas antes do espetáculo. As mães, todas muito orgulhosas, começam a encebar os cabelos dos seus filhos com muito gel. Escolhem a melhor roupinha e calçam seus bacuris com aqueles maravilhosos tênis cheios de pisca-pisca. Não podemos esquecer o embrulho do presente! Ahhh como poderia esquecer isso!
O embrulho para o presente geralmente é um embrulho de ovo de páscoa do ano passado, porém muito bem dobradinho, e com aquelas dobraduras especiais quase não se nota que era de ovo de páscoa (a não ser quando a marca Neugebauer fica aparecendo. Mas isto é um detalhe.)
Então no domingo lá estava eu... disposto a dar belas gargalhadas daquilo tudo!
O picadeiro estava armado: em meio a balões com a cara do Shrek e gente brega usando chapeuzinho cônico (ou seria cômico?) pude avistar no fundo da garagem da casa da minha tia (afinal, toda festa pobre que se preze tem que ser em uma garagem) uma das cenas mais bizarras que pude presenciar como ser humano.
Lá estava minha tia com seus 120 kilos com K maiúsculo, a lamber as sobras de merengue do seu prato como se fosse uma lontra esfomeada e sem pudor.
Ao me ver, percebi o seu constrangimento. Ela arregalou os olhos, franziu a testa e ficou paralítica com a língua para fora da boca por uns cinco segundos.
Agora peço que o caro leitor compreenda a difícil situação em que eu me encontrava:
O que fazer naquele instante? Eu diria oi? Falaria que a língua dela estava para fora da boca? De repente eu poderia fazer de conta que não vi, que acham? Pensei ainda em mostrar a língua também, numa tentativa de falar a mesma língua daquele ser que estava diante de mim. Não fiz nada!
Olhei para o outro lado e cumprimentei minha vó.
Bom, eu poderia ficar escrevendo mais uns cinco gigas para relatar a tosquera que era aquilo tudo. Mas acreditem... foi bizarrocômico!!!
Só para finalizar e comprovar que festinhas de crianças são belas manifestações de pobreza e mau gosto, quando eu estava indo embora pude presenciar minha prima preparando um “pratinho” de negrinhos e “cocretes” para levar para casa.
Não pude me conter e voltei só para fazer uma pergunta para ela.
- Eu vou indo lá prima... o que que você ta fazendo?
Ela, que estava meio corcunda por que estava servindo os docinhos, me olhou de baixo para cima com cara de quem sabe que tá fazendo merda e respondeu:
- Ahh eu to montando uma “marmitinha” de criança! Hihihihihih.
Meu Deus do céu! Eu não sabia se eu ria ou ria: ri! E ri muito. E ela por sua vez pensou que eu tinha achado graça da resposta dela (ora...”marmitinha” de criança! Putz!) e riu junto.
Ficamos os dois a rir alguns instantes de “coisas” bem diferentes.
Depois peguei meu bumerangue e fui me divertir mais um pouco até chegar a noite.
Até a próxima amigos!
Dian Paiani.
domingo, 15 de junho de 2008
OS "POBRI" E SUAS MENTES CRIATIVAS

Quando encontrei esta imagem na internet percebi que estava de frente com uma mente empreendedora. Esta versão descartável da Havaianas me fez perceber que por trás da pobreza de recursos existe sempre uma força que nos impulsiona para a busca incansável rumo à criatividade. (ou rumo ao buraco mesmo!)
Certa feita estava eu na cozinha do meu apartamento e percebi que havia pouca coisa na geladeira e muito espaço no meu estômago.
Antes façamos um parêntese para detalhar o que havia dentro da geladeira naquele dia:
Ao abri-la encontrei apenas um ovo que ficou me olhando desesperado sabendo que era o último da sua linhagem e que estava fadado a virar omelete dentro de alguns segundos. Acompanhando a sua aflição, estava uma pequena banana Catarina, mas esta por sua vez não estava sozinha! Estava acompanhada com uma outra amiga banana. É bem verdade que esta última estava um pouco debilitada, mas percebi que ela tentava expressar uma reação (corajosa ela hein!)
Ahhh já tava esquecendo! Havia também uma metade de cebola lá dentro. Esta já estava a bastante tempo por lá e era considerada a cebola anciã mais sábia da geladeira. Resolvi respeitar sua condição e a deixei lá por mais alguns dias, mas o ovo e a banana... estes eu não pude salvar da minha fome feroz!
Joguei tudo na panela e em alguns instante havia criado o mais novo prato da culinária experimental: o xis macaco com ovo!
Toda esta estória era só para ilustrar que a falta de recursos muitas vezes nos faz inventar coisas muito legais (mas nem tão saborosas). Na propaganda tenho visto muita gente justificando uma má produção ou um fraco desempenho na criação na questão financeira. Penso que nada pode impedir uma boa idéia de dar certo quando se tem uma boa criatividade para executá-la e isto serve para todas as áreas da sua vida.
É claro que o dinheiro pode salvar uma má idéia, mas se você não o tem quer dizer que só vai fazer coisa ruim? Não mesmo! Bota essa cuca pra fundir e vai criar uma solução alternativa pô!
É o que aconteceu com o nosso amigo da foto acima. Ele poderia ficar a vida toda andando descalço, mas não!!! Preferiu dar um passo a frente (mas desta vez com garrafas pet nos pés!)
Um viva a pobreza de recursos!
Abraço!
Dian Paiani
quinta-feira, 12 de junho de 2008
PRESENTE PARA OS NAMORADOS
Tem o beijo do tipo "Esquimó" onde o casal fica esfregando a ponta do nariz num movimento frenético que muito me lembra uma luta de mosqueteiros. Tem também o beijo do tipo "peixiiinho apaixonado" que consiste na projeção labial num ir e vir de lábios na tentativa constrangedora (caso ele seja realizado em locais públicos) de tocar o lábio da sua namorada ou vice-e-versa... enfim, a lista é longa.
Neste dia tão apaixonante e inspirador que é o dia dos namorados, gostaria de fazer minha contribuição e deixar para a humanidade a minha mais nova criação em termos de beijos (alerto que ele ainda está em fase de testes). Pode até ser que alguém já tenha ouvido falar ou conheça alguém que descobriu antes, mas de qualquer forma...
Apresento a vocês o fantástico, o gastronômico, o enigmático e úmido "BEIJO LESMA!"
Siiim senhoras e senhores! "BEIJO LESMA"
O grande objetivo desta espécie de beijo é que ele deve ser muito leeeeeento, quaaase parannnnnndo... entende?
Mas não é só isto! Outro item importante é que para ser completo o beijo lesma precisa ser muuuuito molhado, na verdade quase gosmento como as lesmas, aquele beijo de fazer escorrer saliva da boca, do tipo que faz as senhoras de respeito ficarem de boca aberta (loucas por um beijo lesma hein!).
Não aconselho porém, que o beijo lesma seja executado em locais públicos, pois algumas mentes mais moralistas que o normal poderão considerá-lo uma afronta aos bons custumes ou uma transgressão aos valores do matrimônio (ahhh vão pro inferno pô!!!)
E para potencializar os efeitos do beijo lesma, convide sua namorada para jantar em um restaurante, mas um restaurante que sirva Escargots (assim fica tudo mais temático). Tenho certeza que os resultados serão no mínimo divertidos.
Só não vai ficar demorando muito para convidar ela hein. Nunca esqueça: o fato do beijo se chamar lesma não significa que você tenha que ser uma! Atitude acima de tudo meu amigo!
Depois me contem como foi o resultado.
Feliz dia dos namorados!!
Dian Paiani
quarta-feira, 11 de junho de 2008
O INÍCIO DE UM BLOG
Percebam que a palavra "trono", local onde o Rei na Idade Média acomodava sua honorável bunda, é utilizada na frase acima para se refererir ao local onde o cidadão contemporâneo, seja ele rico ou pobre, também acomoda sua também honorável bunda para fazer a mesma coisa que o Rei fazia na Idade Média: merda! A nossa vantagem é que temos papel higiênico! (ufa!)
E foi justamente num desses pequenos vácuos entre o "fazer merda" e um trabalho de estética e cultura de massa que tive uma idéia que até aquele momento me parecia brilhante.
VOU CRIAR UM BLOG!
Não sei muito bem o que vou escrever nele e inclusive ainda questiono sua real importância e relevância na minha vida. De repente ele falará sobre curiosidades, opinião, internet, propaganda. Quem sabe o blog pode ser uma ótima ferramenta para exercitar minha redação! hããã? Não sei! Cheguei a conclusão de que vou deixar acontecer assim como se deixa a coisa acontecer quando se está no "trono".
E é assim que dou início ao Espermatoblog. Um blog sem muitas pretensões de mudar sua vida (até por que se você não consegue mudá-la não espere que um blog fará isso).
Termino então este post com um pensamento de um sábio filósofo popular, cujo nome me é desconhecido mas cuja inteligência e perspicácia da sua obra, embora vulgarizada das mais variadas e prozaicas formas, me faz admirá-lo profundamente. Ele diz:
"É com muita merda que se aduba a vida!"
Até a próxima.
Dian Paiani

